No caso do Paraguai, não há um concenso do saldo de mortos, no entanto, acredita-se que cerca de 150 mil paraguaios foram mortos no conflito — equivalente de 60% a 70% da população do país.
Crise diplomática
Após as declarações de Lula, o chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, afirmou que o governo defenderá a "dignidade" e os interesses nacionais diante das falas do presidente brasileiro. Segundo ele, o tema também foi discutido em uma conversa por telefone entre o presidente do Paraguai, Santiago Peña, e o chefe de Estado brasileiro.
Em entrevista coletiva, Ramírez Lezcano afirmou que o governo compartilha o sentimento da população paraguaia diante de um episódio "tão sensível" da história do país.
"A dignidade do Paraguai não é negociável. Quero que saibam que, sob a liderança do Presidente Santiago Peña, abordamos esta questão ao mais alto nível desde o início", afirmou.
Em nota, o órgão afirma que o presidente "desconhece a complexidade dos antecedentes do conflito, o profundo sofrimento humano suportado pelo povo paraguaio" e as consequências geradas pela guerra.
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