Deputado teve nome referendado por unanimidade e foge do carimbo de ser esquerda ou direita
| Sem o União Brasil, progressistas celebram escolha de Eduardo da Fonte ao Senado - Foto: Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco |
O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) fez valer seu poder de articulação. Detentor do apoio de pelo menos 30 prefeitos e de dez dos dez deputados estaduais do PP, teve o nome ao Senado referendado por unanimidade durante a convenção da Federação União Progressista (PP-União Brasil). Sete votos, incluindo o dos deputados Antonio Coelho e Fernando Filho.
O grupo Coelho se rendeu na última hora do último dia previsto no calendário eleitoral. O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, até tentou amortizar o impasse pela manhã. Sem sucesso. Marcou presença para reverenciar o líder local. Mas os Coelho deliberaram desde o início que o Progressistas sozinho não resolveria o imbróglio.
O desfecho se deu depois que ele foi embora, em uma segunda reunião. Após o acerto, os Coelho saíram sem conversar com a imprensa. Ainda não havia o que celebrar. Nenhuma imagem. Nenhuma linha nas redes sociais. Havia, sim, o que maturar: traçar o destino de Miguel Coelho, sem mandato desde abril de 2022, quando deixou a Prefeitura de Petrolina para disputar o governo de Pernambuco.
Sem representantes do União Brasil, Da Fonte subiu ao palco na sede da federação para agradecer. Ao lado dele, apenas integrantes do PP, e no caminho um novo obstáculo: a candidatura de Mendonça Filho (PL) ao Senado, que ele considera legítima. Agiu como se não representasse ameaça. Mendonça chega com a aposta do PL de aglutinar as forças à direita. Da Fonte foge da pecha: “Não sou de direita, nem de esquerda. Sou de Pernambuco”.
Garantia de espaços
Até a noite de ontem a candidatura de Miguel Coelho para deputado federal era uma possibilidade. O ex-prefeito de Petrolina quer a garantia de Eduardo da Fonte e de Raquel Lyra de que não faltarão votos para ele nem para a reeleição do irmão Fernando Filho.
Até a noite de ontem a candidatura de Miguel Coelho para deputado federal era uma possibilidade. O ex-prefeito de Petrolina quer a garantia de Eduardo da Fonte e de Raquel Lyra de que não faltarão votos para ele nem para a reeleição do irmão Fernando Filho.
Simbólico
O prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD), ex-vice da então prefeita Raquel Lyra, vai apoiar Túlio Gadêlha ao Senado. O anúncio ocorreu exatamente no dia em que Eduardo da Fonte (PP), candidato na chapa da governadora, foi oficializado pela federação. O outro nome é o senador Humberto Costa (PT). Da Fonte fica de fora.
O prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD), ex-vice da então prefeita Raquel Lyra, vai apoiar Túlio Gadêlha ao Senado. O anúncio ocorreu exatamente no dia em que Eduardo da Fonte (PP), candidato na chapa da governadora, foi oficializado pela federação. O outro nome é o senador Humberto Costa (PT). Da Fonte fica de fora.
Sem conversa
Candidato ao Senado na chapa da governadora, o deputado Túlio Gadêlha (PSD) reagiu à candidatura de Mendonça Filho (PL) à Casa Alta. “Não houve diálogo e não representa o governo Raquel Lyra.” Segundo ele, o apoio da gestora era para reeleger o deputado.
Mulheres políticas
A jornalista e pesquisadora Juliana Romão lança hoje o livro “A Linguagem das Mulheres Políticas: desmecanizar o pensamento é emancipar a fala pública”, pela Editora Appris. Na Livraria do Jardim, na Boa Vista, Centro do Recife, às 19h.
Candidato ao Senado na chapa da governadora, o deputado Túlio Gadêlha (PSD) reagiu à candidatura de Mendonça Filho (PL) à Casa Alta. “Não houve diálogo e não representa o governo Raquel Lyra.” Segundo ele, o apoio da gestora era para reeleger o deputado.
Mulheres políticas
A jornalista e pesquisadora Juliana Romão lança hoje o livro “A Linguagem das Mulheres Políticas: desmecanizar o pensamento é emancipar a fala pública”, pela Editora Appris. Na Livraria do Jardim, na Boa Vista, Centro do Recife, às 19h.
Fonte:Folha de Pernambuco-Por Betânia Santana
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