| Milei e Rubio, a serviço de Trump destinados para conspirar contra Brasil |
O Brasil já está sendo invadido.
Peço perdão à leitora e ao leitor por abrir este texto de maneira tão direta e sob o risco de parecer sensacionalista. Mas não encontro outra forma de tratar um assunto tão urgente. E esse esvaziamento faz parte da invasão. Uma invasão cujo braço mais visível e intimidador é a ameaça, cada vez menos velada, do governo dos Estados Unidos contra a já combalida democracia brasileira. Não por acaso, a última vez que Washington se sentiu à vontade para ameaçar o Brasil de forma tão aberta, o presidente da República era João Goulart e o ano era, justamente, 1964. Palavras importam. Não se trata de diplomaciaÉ fundamental compreender essas atitudes pelo que elas são: ameaças. Não meros “entreveros diplomáticos e comerciais”, simples quebras de protocolo ou apenas mais um capítulo da disputa política internacional. São ameaças reais ao Brasil. E é preciso enxergá-las como tal porque vivemos num mundo em que o inimaginável se tornou corriqueiro. Um mundo em que normas, tratados e convenções internacionais deixaram de representar garantias absolutas. Se é que um dia já foram garantia de algo. E que se entenda a palavra “ameaça” no tempo presente. Não estamos falando de simples avisos ou de uma pressão diplomática destinada a arrancar concessões do governo brasileiro numa imaginária mesa de negociação. Estamos falando de uma sucessão de golpes calculados para, pouco a pouco, corroer a soberania nacional. Das declarações mentirosas de Marco Rubio às tarifas impostas ao Brasil; do decreto que classifica certas facções criminosas como organizações terroristas à revogação do visto da embaixadora brasileira. Trata-se de uma escalada de agressões cujo objetivo não é apenas enfraquecer o governo brasileiro e influenciar o resultado das eleições de outubro. O que, por si só, já ultrapassaria todas as margens do absurdo. O objetivo é maior: é reduzir o Brasil à condição de satélite dos Estados Unidos. Jornalista-Orlando Calheiros Fonte:Intercept_Brasil |
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